Adc nos FAVORITOS

Clique no navegador que estar usando para add aos Favoritos se for outro navegador precione CONTROL+D PARA ADD AOS FAVORITOS
free counters

Coleman’s Chest Test

Postado por HIPERTROFIA TOTAL On 05:29




Então você acha que sabe tudo sobre o treinamento de Ronnie Coleman, hein?

Pop quiz, tiro quente. Aponte seu lápis n º 2, ponha de lado suas antigas questões e viage conosco para MetroFlex Gym em Arlington, Texas, para assistir o lendario treino de peitoral de Ronnie Coleman. O exame começa agora.


1. Verdadeiro ou falso:

Coleman construiu seu físico com pesos pesados e poucas repetições.

FALSO. Coleman há tempos trabalha com cargas pesadas, incluindo lendários levantamentos: um agachamento de 800 libras (para uma repetição) e um deadlift (terra) de 805 libras(para duas repetições). Mas estas proezas não refletem a maneira pela qual ele tem regularmente trabalhado durante a sua carreira profissional de 15 anos. Ao longo dos anos, Coleman quase sempre manteve em suas series um intervalo de 10 a 12 repetições por conjunto. No treino que assistimos no DVD Ronnie Coleman Relentless – apenas duas semanas antes do Olympia 2006 – ele fez supino reto com 365 libras para 10 repetições e supino inclinado com 315 libras inclinado para 12. “Vou para 10 repetições por série”, diz ele. “Às vezes eu até posso fazer apenas oito ou nove, mas vou para 10. Menos de 10 eu nao costumo fazer, talvez apenas nas duas últimas series do treino. Se eu puder continuar alem da décima tudo bem, mas se eu for alem de 12 o peso foi muito leve e eu vou usar mais na próxima vez. ”


2. Qual das opções seguintes não é comum em um típico treino de peito de Coleman?

  


(a) Smith machine
(b) Luvas
(c) Cotoveleiras
(d) Parceiro (e competidor NPC) Robert Lee
(e) Chicletes sugar-free
(f) Musica extremamente alta

A resposta é (a), SMITH MACHINE. Muitos bodybuilders campeões utilizam máquinas para peito e ombro, mas não Coleman. Ele mantém o treinamento com pesos livres tanto em off-season quanto em pre-contest. “Eu não tenho nada contra as máquinas, mas eu prefiro pesos livres”, diz ele com um sorriso. Em seguida ele esclarece: “Eu prefiro pesos livres porque eles trabalham melhor.” Quanto aos demais itens da lista, ele sempre usa luvas quando treina e ele envolve os cotovelos antes de “supinar”. O atleta amador Robert “O General” Lee acompanha-o e ajuda-o a montar e desmontar os pesos. O sistema de som da MetroFlex é pesado e faz tremer o chão, rolando sempre rap ou heavy metal. E Coleman masca seus chicletes sugar-free em todos os treinos, às vezes até sopra bolhas entre as series. 

3. Qual dos exercicios abaixo não faz parte de um típico treinamento de peito de Coleman? (a) Supino reto
(b) Supino inclinado
(c) Supino declinado
(d)Todas as alternativas acima

Se disse (D), todas a acima, tem razão. Ele usa tanto barras (como observamos no treino) quanto halteres, mas suas sessões de treinamento de peito são compostos inteiramente por supinos. No passado, ele fez outros exercícios tais como crucifixos, mas quando eu pergunto por que razão não fazê-los agora, ele responde suscintamente, com uma risada: “Porque eu não preciso. “Em time que está ganhando não se mexe”. O 8x Mr. Olympia construíu seu peitoral principalmente com seus supinos com peso livre, e não há como se discutir os resultados.

4. Verdadeiro ou falso: Ao supinar, Coleman usa uma pegada relativamente aberta, sem envolver os “dedões” na barra (thumbless grip) e sem lock-out (elevar o movimento até o final, esticando os cotovelos).

VERDADEIRO. Coleman supina com uma barra olímpica padrão apoiando os quatro dedos de cada mão sobre a marcação periferica da barra, apenas com seus polegares cruzando a parte lisa sentido a marcação do meio. Ele nao envolve seus polegares ao redor da barra, ele os mantém ao lado da mão. Por razões de segurança, não recomendamos que você use uma thumbless-grip para supinar pesado, mas Coleman tem força suficiente na pegada e muitos anos de experiência, por isso há poucas chances da barra rolar de suas mãos. Não há nenhuma vantagem para uma thumbless-grip em supinos, é simplesmente mais confortável para ele. Coleman traz a barra até o peito ou quase no peito em cada repetição, mas ele pára de aproximadamente três polegadas antes de voltar completamente à posição inicial (lock-out). Isto é feito para manter a tensão máxima sobre seu peitoral. O bloqueio de movimento (lock-out) é realizado principalmente com a força do tríceps.

5. Quais os dois grupos musculares que Coleman treina no mesmo dia, imediatamente após os exercicios de peito?

TRICEPS E PANTURRILHAS. No treino que vimos, ele fez pushdown no pulley com barra V, extensao de triceps com os dois braços (sentado) e mergulho no aparelho. Para cada exercício, ele fez três séries de 10 a 12 repetições. Ele terminou com gêmeos em pé, gêmeos sentado e panturrilha no leg 45º, fazendo novamente três séries para cada exercício, por vezes aumentando um pouco mais as repetições (até 15 por serie).

6. Em 50 palavras ou menos, descreva a MetroFlex Gym.

Se sua resposta transmitir o fato da academia onde caras como Coleman e Branch Warren treinam ser obviamente hardcore, orgulhosamente old-school e caracterizada por uma convidativa comunidade de pessoas que desejam treinar pesado com pesos livres e máquinas básicas, você capturou o espírito do lugar. Se você confundiu tudo isso com as típicas academias “health club”, com vários equipamentos cromados, aulas de cardio e uma falange de personal trainers com camisetinhas apertadas e cheios de sermões sobre a melhor maneira de “entrar em forma”, com steps e grandes bolas de plástico, você não entendeu do que se trata a MetroFlex.
 

 

7. Com que frequencia Coleman realiza as rotinas incluídas neste artigo?

UMA VEZ POR SEMANA. Coleman treina todos os músculos grandes, incluindo peito, duas vezes na semana. No entanto, os dois treinos são distintos. Na sessão de peito que vimos, ele fez todas os seus exercicios com barras, enquanto que no segundo treino semanal ele faz os mesmos supinos (reto, inclinado e declinado) com halteres. Ele raramente muda essa rotina de dois treinos por semana para qualquer parte do corpo.

8. Verdadeiro ou falso: Coleman executa a maioria de suas séries com repetições ate a falha ou alem.

FALSO. Coleman treina duro, mas ele não foca atingir a falha em cada conjunto treinado. Na verdade, ele normalmente para um pouco antes disso. Além do mais, ele raramente emprega repetições forçadas, repetições parciais, negativas, series descendentes, rest-pause ou qualquer outra técnica para empurrar a serie além da falha. Lee auxilia em apenas uma repetição forçada (durante o supino inclinado) no treino que observamos. Coleman também não faz uso constante de supersets, pré-exaustão ou qualquer outra técnica para aumentar a intensidade do treino. Ele segue uma linha, aumentando as cargas progressivamente, com repetições moderadas (10 a 12) e relativamente longos períodos de repouso (dois minutos ou mais) entre as series. As pessoas muitas vezes me perguntam como o Coleman de 43 anos pode treinar com esses pesos pesados sem lesionar cada tendão. O segredo é: repetições moderadas em intensidade moderada. Ele não está tentando levar cada serie além do seu limite anterior. Além do mais, ele é provavelmente o fisiculturista mais beneficiado geneticamente da face da terra.

9. Qual das seguintes frases não é uma exclamação comum em um treino de Coleman?

(a) “Light weight!” (”peso leve”!)
(b) “Ain’t nothin’ but a peanut!” (”não passa de um amendoim!”)
(c) “Get on up!” (”Pra cima!”)
(d) “Yeah, buddy!” (”Sim, amigo!”)

A resposta é (C). Get on up!” Foi cantada pelo falecido James Brown, em sua clássica canção “Sex Machine”. Coleman ocasionalmente grita as outras três exclamações antes de sua serie mais pesada.

10. Verdadeiro ou falso: Um fisiculturista intermediario poderia realizar regularmente poderia realizar o mesmo treino que Coleman sem overtraining.

VERDADEIRO. Coleman faz um treino com volume moderado, então (embora seja muito pouco provável que você use os mesmos pesos para o mesmo numero de repetições em um treino de precontest), não há qualquer razão para que você não possa executar as mesmas nove series para peito. Na verdade, recomendamos que atletas mais avançados adicionem tres series de crucifixo com halteres ao treino citado aqui. Embora você possa executar sua rotina, não sugiro que você treine peito (ou qualquer grande musculo) duas vezes por semana. Coleman é um dos raros fisiculturistas modernosque seguem essa separação de duas vezes na semana. Com certeza funcionou pra ele, mas se a maioria dos fisiculturistas treinassem todos os musculos duas vezes na semana, eles certamente entrariam em overtraining (por não permitir que os seus músculos descansem suficientemente entre os treinos) ou undertraining (fazendo treinamentos longos e de baixa intensidade). Descanse pelo menos cinco dias entre os treinos de musculos grandes, tais como peito.

PLACAR FINAL – Se todas as perguntas foram respondidas corretamente, parabens! Você é um Colemaniaco.Se você errou mais de três, reveja as respostas deste “chest test”. Há muito a ser aprendido com Ronnie Coleman, o homem a quem o atual (ex) Mr. Olympia, Jay Cutler, chama de o “maior fisiculturista de todos os tempos”. Como foi explicado neste teste, atletas intermediarios nao devem seguir todas as praticas da rotina de Coleman, afinal, nao há nada de intermediario em seu fisico. A lição mais importante a se tirar deste teste é a mesma que o proprio Cutler reaprendeu nos últimos anos: não há substituto para os pesos livres básicos. A rotina de peito de Coleman é tão basica que é positivamente primitiva. Ele faz apenas supinos com barras e halteres, e nao combina os dois em um mesmo treino. Este teste esta finalizado, mas muitos outros virão no futuro, e todos exigirão barras e halteres ao inves de lapis e papel. Os testes serão progressivamente mais difíceis e você apenas irá passar por cada um se for melhorando seu desempenho progressivamente. Sem balela. Quando ficar difícil, basta perguntar a si próprio: o que Ronnie faria? Em seguida grite: “Ain’t nothin’ but a peanut!”, e levante um peso pesado como se fosse leve.


O abdome

Postado por HIPERTROFIA TOTAL On 05:27




A Parede Abdominal é feita de dois grupos musculares. O primeiro é formado por três músculos laminares: o Oblíquo Externo, Oblíquo Interno e o Transverso, que se superpõem na parede ântero-lateral do tórax, com as fibras orientadas no sentido oposto ou pelo menos diferente. O segundo grupo de músculos é feito pelo Reto do Abdominal e pelo Piramidal que ficam no plano mediano. O Reto Abdominal é um músculo longo e reto que ocupa toda a região abdominal. Ele ajuda a comprimir o conteúdo (vísceras) do abdome e ainda a parede abdominal. O músculo Oblíquo Externo está localizado no lado e na frente do abdômen e é o mais largo músculo da região. O Oblíquo Externo e Interno fazem movimentos de rotação e inclinação da coluna vertebral e ajudam a trazer os ombros para frente. Juntos fazem a compressão dos componentes do abdome, ajudando no processo digestivo. Todos estes músculos estão localizados no centro do corpo humano e têm sido também centro de atenção por parte dos “puxadores de ferro” e como referencial de boa saúde.

Não importa se você tem um abdome cortado ou parece estar saindo de uma gravidez constante, o importante é entender o papel que o abdome exerce no seu corpo. O abdome é o responsável pela saúde de seus membros superiores e tórax. Eles lhe proporcionam boa postura e ainda ajudam no processo digestivo, respiração, parto e vômito.

Enquanto está sentado em seu computador lendo este texto, seu abdome está lhe ajudando a manter uma boa postura na cadeira. São os músculos abdominais que fazem total suporte para sustentar a região lombar de sua coluna, evitando estresse. Caso esteja com seu abdome fraco, fatalmente terá tendência a cair pra frente gerando um estresse muito grande na região lombar. Quando fortalecemos nossos músculos abdominais estamos protegendo automaticamente nossa coluna, aumentando a flexibilidade, a força nas costas e a boa postura.

Existem muitas concepções erradas a respeito do abdome e como desenvolvê-lo. Veja abaixo:

Você vai precisar de equipamento especial para treiná-lo.

Se você vê televisão provavelmente já viu comerciais prometendo produtos milagrosos que vão deixar seu abdome como um “tanque de lavar roupa”. Na verdade, estes aparelhos exercitam mais seus quadris que seu abdome e fazem com que utilize sua impulsão sem atingir o verdadeiro objetivo. O fato é que o melhor abdominal pode ser feito mesmo sem maquinários. Tudo que vai precisar é um solo liso.

O melhor abdominal é aquele do tipo militar, quando deitamos e colocamos os braços atrás da cabeça e as pernas juntas a frente e com um impulso levantamos e grupamos o corpo assentado, abraçando joelhos.

Estes abdominais não são os melhores porque trabalham mais os flexores de quadril que os músculos abdominais. Na verdade a impulsão faz roubar a força que colocaria na flexão de tronco (abdome) para trazer os joelhos em direção ao peito. Ao tirarmos os ombros do chão, quem faz o trabalho para levantar são os quadris e os músculos da região lombar, que completam o trabalho. Além disso, as pessoas costumam colocar muito estresse desnecessário no pescoço ao colocar as mãos atrás do pescoço.Fazendo abdominais vamos remover a gordura da barriga.

Abdominais não vão remover a gordura da barriga.

Os abdominais vão ajudá-lo a fortalecer e hipertrofiar os músculos do abdome. Para conseguir retirar a camada de gordura que cobre o abdome você vai precisar de uma alimentação hipocalórica, afim de aumentar o seu déficit calórico diário e fazer com que o corpo queime as suas reservas de gordura. Adicionando uma atividade aeróbica (a qual utiliza como prioridade de fonte energética a gordura) você estará contribuindo para este déficit também. Lembrando que nao há nenhuma possibilidade de se perder gordura apenas na barriga, a gordura é queimada de maneira integral (em todo o corpo, e nao em partes distintas), nao importa o que você faça.

Devo exercitar os músculos abdominais superiores e inferiores separadamente?

O abdome, apesar das pessoas acharem que é um grupo de vários músculos na mesma região, trata-se apenas de um grande músculo que tem sua origem na crista púbica (pélvis) e inserção nas cartilagens costais das costelas 5 e 7. Assim, os exercícios abdominais que envolvem flexão de tronco trabalham toda a extensão da musculatura da barriga, do final do tórax à pelve. Não sendo possível trabalhar partes separadamente. Mas, além do abdômen podem ser trabalhados músculos adjacentes que estão também nesta região como o oblíquo externo e interno.

Ou seja, não e necessário fazer milhares e milhares de tipos de abdominais para que eles se desenvolvam. O abdome é um músculo como qualquer outro e deve ser treinado da mesma maneira. Dois exercícios, de uma a duas vezes na semana são mais que suficientes para hipertrofiá-lo. 4 séries de 15-20 repetições, com sobrecarga de peso. Dois exercícios bem eficientes são os abdominais na polia alta e os abdominais em banco ou solo. Você pode aumentar a intensidade deste último segurando um halter atrás da cabeça.

Obviamente, para que o “tanque” seja visível, é necessário remover a gordura que o cobre, como dito acima. Além disso, não é possível construir um bom tronco (costas/peito) sem um abdome forte. Portanto, deixe de preguiça e faça seus abdominais!!

Métodos e Treinamentos de Sistema de Força e Hipertrofia

Postado por HIPERTROFIA TOTAL On 05:25

O treinamento de força atualmente exerce um papel importante no condicionamento físico geral, na performance esportiva, na reabilitação de lesões e no aumento da massa muscular. Para se chegar aos objetivos desejados, existem diversos métodos e sistemas de treinamento, o que gera muita polêmica sobre a superioridade de um sobre o outro.

Porém, esta questão deve ser vista com muito cuidado, pois existem poucos estudos sobre os vários métodos, e dificilmente alguém poderá afirmar que um é melhor que o outro. O que ocorre muitas vezes é que uma pessoa pode responder melhor ou pior a um determinado sistema, o que não significa que ele seja “o melhor ou o pior”, mas que este indivíduo respondeu de forma mais positiva ou negativa; afinal, quando falamos do aumento de massa muscular ou força, muitas variáveis devem ser levadas em consideração, e não somente o treinamento.

O método de treinamento é uma categoria fundamental do processo de treinamento, pois é através dele que utilizaremos os exercícios específicos para obter resultados previamente planejados, ou seja, é a forma que se utiliza um determinado meio para atingir uma determinada direção. Sendo que, a seleção do método está ligada a direção do efeito potencial conseguido e este deverá estar de acordo com o efeito previamente planejado.

Este artigo apresenta alguns métodos usados no treinamento de força voltado para hipertrofia, e possíveis explicações para seus mecanismos de atuação e manipulações para maximizar seus resultados.

Antes de aplicá-los, é importante conhecê-los e ter consciência de usá-los racionalmente e no momento adequado, pois o método só será eficaz se considerado três questões: a quem se destina, quando aplicá-lo e o que se quer obter desse método. Isto é, qual a tarefa que será trabalhada por ele (aumentar a força máxima, resistência muscular, hipertrofia muscular e outros).

MÉTODO ISOTÔNICO

Para o desenvolvimento da força através do método isotônico utiliza-se de 90 a 100 por cento da força máxima do grupo muscular a ser desenvolvido, utilizando-se de 4 a 6 grupos, tendo cada um deles de 1 a 4 repetições, dependendo do percentual de peso utilizado para o desenvolvimento de força pura. No treinamento de força pura, é necessário que a musculatura esteja bem recuperada para que o trabalho se realize em níveis ótimos.

No trabalho de hipertrofia muscular devem ser utilizados 3 a 6 séries com 5 a 15 repetições. O descanso entre a realização das séries será de 30 segundos a 5 minutos, variando em função do esforço desenvolvido. Os efeitos produzidos por este treinamento se apresentam com o aumento da seção transversa do músculo com também o aumento da força muscular dinâmica, sendo esse um dos melhores métodos para esse desenvolvimento.

A principal desvantagem do método isotônico é que se for empregada tensão isotônica em todo o percurso do movimento, somente em um ponto se atingirá a tensão máxima.

O método isotônico pode ser subdividido em:

1 – Método das Múltiplas Séries – Força, hipertrofia, resistência muscular e potência

Neste método utilizam-se mais de uma série por grupo muscular (sendo 2 ou 3 séries de aquecimento com cargas sucessivamente maiores, seguidas por várias séries com a mesma carga), e esse número depende do objetivo e do estado de treinamento do praticante. Não há regra exata sobre o número de séries, repetições ou exercícios.

Essas variáveis serão ministradas conforme o tipo de treinamento, seja para aumento da massa muscular, resistência muscular, potência ou força máxima.

Se o objetivo do treinamento for hipertrofia muscular, deve-se utilizar em média de 2 a 4 séries de 8 a 12 repetições, com cargas próximas às repetições máximas (de 70 a 90%) – dependendo no nível de adaptação do atleta – e utilizar um intervalo entre as séries de 1 minuto e 30 segundos a no máximo 2 minutos.

No entanto, se o objetivo for desenvolver a força máxima, o número de séries deve ser superior ao citado acima (de 4 a 6 séries), variando entre 2 a 6 repetições e com um percentual de carga superior a 85% de 1RM (repetição máxima), utilizando um intervalo de no mínimo 3 minutos. Este treinamento deve ser realizado por indivíduos que já tenham um nível de adaptação no treinamento de força, ou seja, não deve ser utilizado por iniciantes.

2 – Método da Pirâmide – força e hipertrofia

A pirâmide pode ser de dois tipos: crescente e decrescente.

Pirâmide Crescente

Atualmente, a pirâmide crescente é usada com repetições máximas ou submáximas – sem a preocupação aparente de não gerar fadiga – com uma progressiva diminuição das repetições e aumento das cargas. Desta forma, a pirâmide crescente consiste em aumentar a carga e diminuir o número de repetições ao longo da série.

É comum ver a indicação deste método para ganhos de força ou como meio de se treinar com cargas altas. Tal prática sugere que, com a pirâmide, haja preparação para o uso de cargas elevadas, por meio do aquecimento da musculatura, tornando-a mais apta e preparada para as séries finais.

Estudos recentes mostram que o uso de pirâmide crescente não produz vantagens adicionais para o ganho de força, sendo superada por diversos outros métodos. Com relação à hipertrofia, também se deve ter cuidado na aplicação da pirâmide, mantendo as repetições dentro de níveis controlados (como de 12 a 8). Caso contrário, corre-se o risco de gerar estímulos muito divergentes e em quantidade insuficiente para potencializar as adaptações necessárias para a hipertrofia (Gentil, 2005).

A aplicação mais recomendada da pirâmide seria como artifício didático, como nos casos de alunos que estejam treinando com repetições altas há muito tempo e sintam dificuldade em utilizar repetições baixas e cargas altas. Nesses casos, as séries em pirâmides poderiam servir como preparação psicomotora.

Pirâmide Truncada Crescente

Esse método é a cópia do método pirâmide crescente, sendo que o indivíduo não necessita chegar aos 100% da força máxima do grupamento muscular, podendo atingir até aos 90% dessa força máxima (Rodrigues e Carnaval, 1985).

Pirâmide Decrescente

Na pirâmide decrescente utilizada atualmente, realiza-se um pequeno número de repetições como cargas elevadas, com progressiva redução da carga e aumento do número de repetições. Lembrando que nesta versão atual, as repetições são realizadas até a fadiga ou próximas a ela, na maior parte dos casos.

Apesar de ser a versão menos conhecida, esta é a que encontra maior amparo da fisiologia. A utilização de cargas mais elevadas no começo da série aproveitaria o estado neural para fornecer estímulos tensionais. As séries seguintes, que porventura tenham características metabólicas, seriam iniciadas com estresse bioquímico mais acentuado, o que poderia ser benéfico para hipertrofia.

Este método de treinamento seria útil para adaptar na transição de treinos tensionais para metabólicos em pessoas acostumadas a treinar com repetições baixas por muito tempo.

Pirâmide Truncada Decrescente

Esse método é a cópia do método pirâmide decrescente, sendo que o indivíduo não começa dos 100% de carga. Ele vai diminuindo a carga a partir de 90% da força máxima, respeitando-se o número de repetições de acordo com o percentual de peso utilizado (Rodrigues e Carnaval, 1985)

3 – Método Bi-Set – (hipertrofia)

Consiste na realização de dois exercícios consecutivos, sem descanso, para o mesmo grupo muscular. O objetivo deste método é gerar um aumento da congestão sangüínea (aumento do fluxo sanguíneo) na musculatura, fenômeno relacionado ao aumento da massa muscular.

Podemos justificar o uso deste método por meio dos conceitos vistos no drop-set e na pré-exaustão, acrescentando a variação intencional no padrão motor. Ao final do primeiro exercício, um determinado número de unidades motoras não poderia mais ser recrutado, impedindo a execução do movimento, porém a mudança para um exercício com padrões motores diferentes (e cargas adequadas à nova condição) permitiria o prosseguimento do estímulo, aumentando o tempo sob tensão e prolongando o estresse metabólico. O maior tempo sob tensão seria interessante para aproveitar estímulos tensionais; já a contração prolongada poderá causar, além do acúmulo de metabólitos, aumento posterior na circulação, com maior disponibilidade de nutrientes.

Neste método, utiliza-se de 3 a 4 séries, com 10 a 20 repetições, dando um intervalo mínimo entre os grupos, ou seja um exercício e o outro, e de 1 a 2 minutos entre as séries consecutivas.

4 – Método Tri-Set – (hipertrofia)

Consiste na realização de 3 exercícios consecutivos, sem intervalos entre eles, para o mesmo grupo muscular. Sua base é similar à do bi-set, com um estímulo ainda mais prolongado.

Os exercícios podem ser agrupados para estimular um único grupo com o objetivo de atingir porções distintas da mesma musculatura, procurando sempre isolar as porções do grupo muscular trabalhado, pode também ser usado para grupos musculares antagonistas ou diferentes. É um método muito usado para grupos musculares que possuem 2 ou 3 porções.

O objetivo do método é gerar congestão sangüínea (aumento do fluxo sanguíneo na região) e desenvolvimento das varias porções do grupo muscular. A ausência de intervalo entre as séries pode favorecer uma pequena melhora na aptidão cardiorespiratória.

Neste método, utiliza-se de 3 a 4 séries, com 10 a 20 repetições, dando um intervalo mínimo entre os grupos, ou seja um exercício e o outro, e de 1 a 2 minutos entre as séries consecutivas, após três exercícios sem pausa.Deve-se levar em consideração uma limitação para este método, onde só há viabilidade a sua utilização nos horários de pouca movimentação na sala de musculação.

5 – Método Super-Set – (hipertrofia)

Consiste na realização consecutiva de vários exercícios para o mesmo grupo muscular (hipertrofia).

Consiste na realização de mais de 4 exercícios sem intervalo, ou seja, executar os exercícios de forma seguida, um atrás do outro, até completar o total superior a quatro exercícios sem pausa. Após a execução do último exercício, há uma pausa, para então realizar a segunda passagem e depois a terceira.

Neste método, utiliza-se em média 3 séries, com 10 repetições, dando um intervalo de até 2 minutos após os quatro exercícios diretos.- Agonísta / Antagonista – (força e hipertrofia)

Este método lembra o bi-set, porém os exercícios executados são direcionados a grupamentos musculares antagônicos (exemplo: realiza-se extensão de joelhos seguida de flexão de joelhos). Ou seja, consiste na realização de dois exercícios sem intervalo, ou seja, executar os exercícios de forma seguida, porém respeitando a seqüência: primeiro o agonista, depois o respectivo antagonista. Após a execução do segundo exercício, segue-se a segunda passagem.

A contração voluntária de um músculo faz com que o seu antagonista também seja ativado, supostamente com a finalidade de criar estabilidade articular, em um processo denominado co-contração. Portanto, por mais que se exercite um músculo, é mantido um certo grau de atividade na musculatura oposta. Esta atividade contínua durante o super-set pode ser útil na manutenção do estresse metabólico, aumentando a concentração de metabólicos.

Agora se o intuito for produzir estímulos tensionais em seus níveis máximos, é importante observar o estado de fadiga e utilizar intervalos de descanso entre os exercícios, em vez de executá-los um após o outro, imediatamente.

Quando formos calcular os intervalos no super-set, devemos ter em mente o tempo que se levará para retornar ao mesmo exercício, incluindo o tempo de deslocamento entre aparelhos e preparação em cada um. Por exemplo, se houver um intervalo de 40 a 60 segundos entre os exercícios, normalmente gastam-se, aproximadamente, 2 a 3 minutos para se retornar ao primeiro movimento. Se quisermos que o tempo de intervalo entre as séries de um mesmo exercício fique entre 45 a 75 segundos, devemos dar intervalos entre 0 a 15 segundos entre os exercícios.

Entre as principais vantagens deste método estão seu dinamismo e a redução do tempo total de treino. Por possuir descansos reduzidos, os treinos em super-set promovem grandes elevações no metabolismo, elevando o gasto calórico e causando uma sensação de cansaço generalizado, diferente da maioria dos treinos.

6 – Método do Treinamento em Circuito – (condicionamento físico e resistência muscular)

É, sem dúvida, o método de treinamento de força mais usado com iniciantes. Este método consiste em realizar diversos exercícios com um intervalo controlado mínimo (aproximadamente 15 segundos), ou sem intervalo, entre eles. Este método é um dos únicos em que a carga deve ser moderada. Isso significa trabalhar próximo de 40 a 60% de 1 RM (repetição máxima).

O número de exercícios é definido conforme o objetivo e o grau de treinabilidade do praticante, e pode-se utilizar mias de uma passagem pelo circuito (nesse caso, em vez de utilizarmos a denominação duas séries, utilizamos duas passagens).

Caso o praticante seja iniciante, é adequado que a seqüência dos exercícios esteja baseada na montagem alternada por segmento, o que significa alternar, por exemplo, exercícios para membros superiores e exercícios para membros inferiores.Neste método, utiliza-se em média 1 a 3 passagens, de 12 a 20 repetições, dando um intervalo de no máximo 15 segundos entre exercícios.

7 – Método da Pré-Exaustão – (força e hipertrofia)

Consiste em realizar um exercício de isolamento (uni articular) seguido de um exercício composto, ambos envolvendo um grupo muscular em comum. Apesar de não possuir um embasamento científico definido, este método é comumente usado com a finalidade de enfatizar a musculatura trabalhada de forma isolada no primeiro exercício.

Segundo Fleck e Kraemer (1999), citados por Gentil (2005), na execução de exercícios para grupamentos musculares menores, antecedendo movimentos bi articulares, causariam sua menor ativação, devido à fadiga, impondo maior tensão aos demais músculos, ou seja a utilização prévia de um exercício de isolamento antes de um exercício composto fará com que haja menor ativação da musculatura trabalhada no primeiro momento, aumentando a atividade relativa dos músculos acessórios.

O objetivo deste método é levar a musculatura a exaustão (fadiga), através da utilização de alavancas que favoreçam uma maior solicitação da musculatura principal. Alguns estudos sugeriram que unidades motoras adicionais seriam recrutadas para compensar a perda de funcionalidade de outras. Além das unidades motoras de um mesmo músculo, devemos levar em consideração a atividade de outros grupamentos musculares. Em movimentos complexos, a menor ativação de unidades motoras em um músculo é contornada por alterações do padrão motor, com maior ativação dos demais músculos envolvidos no movimento, inclusive recrutando, primariamente, músculos que outrora eram meros coadjuvantes.

Tecnicamente, o uso da pré-exaustão, na verdade, estaria mais próximo ao uso do bi-set, produzindo as mesmas alterações fisiológicas.

Neste método, utiliza-se de 2 a 4 séries, com 6 a 20 repetições, dando um intervalo de 1 a 2 minutos entre as séries.Deve-se levar em consideração uma limitação para este método, onde só há viabilidade a sua utilização nos horários de pouca movimentação na sala de musculação, e preferencialmente em aparelhos próximos uns dos outros.

8 – Método da Exaustão – (força, hipertrofia e resistência muscular)

Este método consiste em realizar as repetições até a exaustão. As repetições serão finalizadas quando a fase concêntrica do movimento não for completada (falha concêntrica momentânea), portanto, quando o padrão do movimento estiver comprometido.

Neste método, utiliza-se em média 3 a 4 séries, com a máximo de repetições, dando um intervalo de 30 segundos para resistência muscular, até 1 minuto e 30 segundos para hipertrofia, e maior que 3 minutos para força máxima.

9 – Método de Repetições Forçadas (Excêntrica) – (força e hipertrofia)

Durante as repetições forçadas, executa-se normalmente o movimento até a impossibilidade de mover a carga. Quando for detectada a falha na fase concêntrica, o ajudante (ou o próprio executante, quando possível) deve utilizar a quantidade de força necessária para que o movimento concêntrico prossiga em sua cadência natural. O movimento “forçado” deverá prosseguir até que es atinja a o objetivo desejado (tempo sob tensão, número de repetições, etc.) ou que haja necessidade de excessiva aplicação de força auxiliar.

A ajuda só deve ocorrer nos momentos e ângulos em que a falha for detectada e somente com a força necessária para fazer o movimento prosseguir. Do contrário, o método não intensificará o exercício e sim o tornará mais fácil.Durante o movimento excêntrico, há facilidade de suportar cargas elevadas, mesmo com um menor número de unidades motoras sendo ativadas. Ao utilizar auxílio na fase concêntrica, pode-se progredir no exercício ainda que não haja mais possibilidade de se “levantar” a carga, o que trará uma maior tensão e maiores estímulos ao músculo.

O uso de repetições excêntricas oferece maior tensão, no entanto produz alterações em outros fatores fisiológicos, como o acúmulo de metabólitos e níveis de lactato. Desta forma, é interessante usar cargas altas e intervalos mais longos durante o método de repetições forçadas, para melhor aproveitar o componente tensional, tendo em vista sua baixa alteração em parâmetros metabólicos.

Segundo Gentil (2005), citando Folland et al., 2001, o método de repetições forçadas não é recomendado para alunos iniciantes e intermediários, tendo em vista que um treino intenso com repetições excêntricas realizadas pode levar a prejuízos nos ganhos de força por até 5 semanas.

Na aplicação do método das repetições forçadas, devem-se observar alguns pontos:- Devido a sua alta intensidade, potencial de over training e lesões em ligamentos e tendões, não é recomendado seu uso por períodos muito longos de tempo (tempo recomendado: entre 4 e 6 semanas); É importante adequar o volume de treino, evitando usar o método em um grande número de séries. Realizar repetições roubadas em 1 a 3 séries por treino parece ser eficiente e seguro, lembrando que a máxima “quanto mais, melhor” não se aplica aqui; Os intervalos de descanso devem ser ajustados para manter a qualidade do treino, mantendo uma média de 2 a 4 minutos entre as séries;- só deve ser usado em alunos avançados.O objetivo deste método é o aumento da carga na fase excêntrica, que permite a desintegração das pontes cruzadas de actomiosina (componentes internos que formam as fibras musculares, e geram a ação da contração muscular), o que promove uma grande fricção interna.

Através de repetições negativas há também uma maior retenção sangüínea fora do músculo e quando a musculatura relaxa há um aumento da perfusão sangüínea (entrada lenta e contínua de líquidos nos vasos sangüíneos), o que favorece a hipertrofia.

10 – Método Blitz – (hipertrofia)

No método Blitz, diferencialmente dos outros, o que se promove é o trabalho sobre apenas um grupo muscular por dia ou sessão de treinamento.

É muito empregado por fisiculturistas, mas, como na maioria dos métodos, não há comprovação científica sobre sua eficácia, pois o intervalo entre cada sessão de treino para o mesmo grupo muscular acaba sendo muito maior que 72 horas, chegando, na verdade, a uma semana, em alguns casos.

Neste método, o praticante executará apenas um grupo muscular por sessão de treinamento, com alto volume e intensidade para o mesmo grupamento muscular. Podendo variar no número de exercícios de forma ilimitada, realizando entre 3 e 4 séries de 8 a 12 repetições, com cargas próximas a 1RM (repetições máximas).

11 – Método Drop-Set – (força e hipertrofia)

O drop-set, ou série descendente pode ser caracterizado em três passos:

1 – realização do movimento com técnica perfeita até a falha concêntrica;

2 – redução da carga (em aproximadamente 20%), após a falha;

3 – prosseguimento do exercício com técnica perfeita até nova falha.

Deve-se repetir o segundo e terceiro passos até se alcançar o objetivo estabelecido para o treino.

Em exercícios de intensidades altas, ocorre progressiva queda na ativação de unidades motoras até chegar-se a um ponto em que a ativação das fibras disponíveis não seria suficiente para prosseguir o movimento, levando à interrupção do exercício. As quedas na carga, durante o drop-set, têm a finalidade justamente de contornar a fadiga, adequando o esforço às possibilidades momentâneas do músculo e, com isso, mantendo um trabalho relativo intenso por mais tempo (Gentil, 2005).

Durante o drop-set, é possível manter um grande número de unidades motoras trabalhando em esforços máximos pro períodos longos, tornando-o indicado tanto para ganhos de força quanto de hipertrofia.

Neste método, utiliza-se em média 3 a 4 séries, com um mínimo de 6 repetições nas primeiras execuções e indo até a exaustão nas passagens subsequentes, dando um intervalo de 2 a 3 minutos entre as séries.

12 – Método de Repetições Roubada – (força e hipertrofia)

Neste método, o exercício é executado com a técnica correta até a falha concênctrica e, em seguida, altera-se o padrão de movimento com a finalidade de prosseguir por mais algumas repetições. As repetições roubadas só devem ser aplicadas em casos específicos, levando-se em conta a característica do indivíduo e do exercício, do contrário, os resultados serão irrelevantes diante do risco aumentado de lesões.

O método das repetições roubadas não consiste simplesmente em realizar um movimento de maneira errada. As alterações no padrão motor só devem ocorrer diante da impossibilidade de execução de forma correta, ou seja, o movimento é executado de forma estrita até que não seja mais possível fazê-lo e só então o padrão motor é alterado. É essencial que haja um perfeito conhecimento não só da técnica correta, mas também dos aspectos biomecânicos dos exercícios, pois as alterações no padrão motor deverão ser aplicadas nos momentos e intensidades suficientes para vencer o ponto de quebra.

Estas limitações tornam as repetições roubadas o último método a ser usado, dentro de uma escala temporal.

A explicação para utilização deste método estaria próxima às repetições forçadas, com a vantagem de não depender de parceiros de treino. A alteração no padrão de movimento adapta o exercício à possibilidade de trabalho relativa do músculo, pois as modificações biomecânicas incluem músculos acessórios, outras fibras ou alteram a relação de alavancas, o que pode reduzir o esforço absoluto do músculo fadigado. Desse modo, pode-se prolongar o trabalho, aumentando a magnitude dos estímulos, inclusive para unidades motoras que não estejam fadigadas e que provavelmente seriam menos estimuladas se o exercício fosse interrompido.

Tendo em vista a grande variedade de métodos conhecidos, seria pouco prudente e até desnecessário utilizar repetições roubadas em alunos iniciantes e intermediários, ou mesmo em alunos avançados que não estejam habituados com determinado exercício. Nossa recomendação é que somente alunos avançados com vivência na tarefa motora específica o utilizem. Além da questão individual, a escolha do exercício também deve ser criteriosa. É comum ver pessoas se expondo perigosamente ao utilizar repetições roubadas em movimentos em que o método não seria recomendado como, por exemplo, agachamentos, levantamento terra e supinos com barras.

13 – Método da Fadiga Excêntrica – (hipertrofia e força)

Este método consiste em levar as repetições forçadas ou roubadas até os limites extremos. Para se treinar com fadiga excêntrica é recomendável utilizar cargas elevadas – que permitam repetições entre 3 e 6 completas – realizando o exercício até a falha concêntrica e, em seguida, utilizar um dos 2 métodos acima para prosseguir com o movimento até que haja impossibilidade de sustentar a fase excêntrica.

A fadiga excêntrica leva o trino a viveis elevadíssimos de intensidade e não deve ser usada por qualquer pessoa a qualquer momento, do contrário promoverá lesão, e não adaptação. Lembre-se de que nosso corpo é um sistema intimamente interligado e, por isso, a intensidade não se limita aos músculos, mas também envolve o estresse neural, articular, psicológico, e este estado geral deve ser levado em conta ao aplicar métodos intensivos.

Devido à elevada intensidade da fadiga excêntrica, ela só deve ser usada em uma ou duas séries por treino, com intervalos de 7 a 10 dias, ou com mais freqüência, durante fases intensivas, conhecidas como micro ciclo de choque.

Algumas observações práticas em relação a esse método:

Não usar este método por períodos muito longos de tempo (tempo sugerido: +/- 4 semanas); Reduzir o volume de treino (1 a 2 séries para grandes grupos musculares);

Utilizar poucos movimentos complementares – ao usarmos a fadiga excêntrica em exercícios multiarticulares, deve-se levar em conta, além do estresse na musculatura principal, o trabalho dos músculos acessórios. No caso do supino, por exemplo, há a necessidade de reduzir também o volume e intensidade de ombro e tríceps. Caso contrário, poderá ocorrer excesso de treinamento e lesões articulares;

Ajustar o intervalo de descanso: 2 a10 minutos;

Usar a fadiga excêntrica em 1 a 3 séries por treino;

Utilizar, prioritariamente, em movimentos complexos.

14 – Método Superlento ou Super Slow – (resistência muscular e hipetrofia)

Este método consiste em realizar repetições de forma extremamente lenta, levando de 15 a 60 segundos para completar um ciclo de movimento. A proposição original de Ken Hutchins, conhecida com superslow, é a realização de repetições com cadências de 5 segundos para fase excêntrica e 10 segundos para fase concêntrica (Gentil, 2005).

Para aproveitar adequadamente este método é importante não utilizar cargas deliberadamente baixas, pois a dor pode mascarar a intensidade real do exercício, desencorajando o executante a utilizar cargas maiores, apesar de seus músculos as suportarem. Isto garante um trabalho mais completo em nível de unidades motoras, pois o movimento lento, submáximo e como cargas reduzidas, ativaria principalmente as unidades motoras pequenas, com baixo limiar de excitabilidade.

A combinação de cargas baixas e velocidade lenta, faz com que o método superlento promova baixo ganho de força, mas parece ser bom para desenvolvimento de hipertrofia e resistência muscular.

Ao usar o método superlento, deve-se manter a técnica correta durante todo o movimento e enfatizar os pontos de quebra (desvantagem mecânica), senão os estímulos serão subaproveitados. Nesse caso, para se aproveitar melhor o método, é interessante enfatizar os ângulos próximos de 90º (cerca de 80 a 100º).

Uma vantagem pratica deste método é o uso de cargas moderadas que são relativamente baixas (em relação aos outros métodos), podendo ser prescritos em períodos onde não se desejam sobrecarregar demasiadamente as estruturas conectivas. Além disso, é um bom método para trabalhar a consciência motora na execução dos movimentos.

15 – Método Ondulatório – (força, hipertrofia e potência)

Este método baseia-se na forma de uma onda, em que o ventre superior reflete cargas altas e repetições baixas e no ventre inferior cargas moderadas, porém com altas repetições.

A explicação deste tipo de treino parece estar no conceito de potenciação pós-tetânica, segundo o qual, após uma contração muscular intensa, ocorrem favorecimento da ativação das fibras e maior capacidade de gerar força. Algumas explicações fisiológicas para o fenômeno são as alterações nas concentrações de neurotransmissores, fluxo dos íons de sódio e potássio, e acúmulo de íons de cálcio no sarcoplasma.

O ponto ideal para se reiniciar o exercício é resultado da soma de diversos fatores, principalmente potenciação pós-tetânica e fadiga. Este período varia entre 3 a 10 minutos, meio-tempo em que há possibilidade de utilizar cargas mais elevadas do que se faria normalmente e, dessa forma, de proporcionar um maior estresse mecânico às estruturas musculares – o que favoreceria o processo de hipertrofia, dentro da abordagem dos treinos tensionais – e maiores adaptações neurais (força e potência).

Há outros fatores que influenciam o fenômeno como tipos de fibras (melhores respostas nas fibras tipo II) e tempo de contração (quanto menor o tempo, maior a potenciação). Portanto, para o melhor aproveitamento da potenciação pós-tetânica é necessária a realização de repetições baixas com cargas máximas.

Para reduzir a monotonia dos longos intervalos, podem ser intercalados exercícios para outros grupos musculares enquanto se espera o tempo para a realização de uma nova série, mesclando o método com o super-set. Há outras variações desse método, como alternar séries de 8 a 12 repetições, e suas variações crescente e decrescente, levando em consideração o ajuste das cargas, sendo que este variação é conhecida como método de contraste.

Deve-se ter cuidado com o abuso do método devido ao trabalho constante com cargas muito altas, tornando recomendável que se racionalize o uso da potenciação pós-tetânica dentro de um planejamento, para não expor as estruturas articulares às lesões. Este método não é recomendado para iniciantes, pois além do risco de lesões, foi verificado que o fenômeno da potenciação pós-tetânica não é bem aproveitado nesse grupo (Gentil, 2005).

16 – Método da Pausa/Descanso – (força e resistência a fadiga)

Este método é executado da seguinte forma:
Realizar o movimento até a falha concêntrica;

Dar uma pausa de 5 a 15 segundos;

Retornar ao movimento, até nova falha concêntrica;

Repetir o procedimento até atingir o objetivo estipulado (número de pausas, repetições, tempo, fadiga).

As pausas curtas são usadas com a finalidade de restabelecer parcialmente o estado metabólico e neural, possibilitando que o exercício prossiga e fornecendo, assim, maior quantidade de estímulos. O tempo de intervalo iniciado de 5 segundos deve-se aos resultados de estudos feitos com contrações intensas, que mostraram a ocorrência de reações favoráveis à retomada do exercício nesse tempo, devido ao pico da potenciação pós-tetânica.

Este método é muito útil para auxiliar na adaptação do aluno a determinado estímulo, principalmente metabólico. Muitas vezes, por exemplo, há dificuldades em realizar um número elevado de repetições devido à dificuldade em lidar com a dor, principalmente em indivíduos habituados a treinar com métodos tensionais. Nesses casos, a utilização das pausas pode promover adaptação progressiva, sem que haja necessidade de uma redução muito expressiva da carga absoluta.

O uso de treinos de pausa-descanso pode ser interessante para ganhos de resitência de força, por estimular o organismo a se recuperar entre estímulos intensos.

17 – Método Repetições parciais (oclusão vascular)

O método da oclusão vascular consiste em realizar contrações curtas intensas (estáticas ou dinâmicas) e em seguida prosseguir com o movimento completo.

Normalmente, as unidades motoras são recrutadas seguindo o princípio do tamanho, partindo das menores (fibras lentas), para as maiores (fibras rápidas), porém quando o músculo é contraído sob condições isquêmicas e/ou estado de acidose. Este princípio não se aplica e as unidades motoras maiores são recrutadas preferencialmente. Deste modo, supõe-se que, ao realizar as repetições curtas, há diminuição do fluxo sangüíneo, causando diminuição da entrega de oxigênio e, conseqüentemente, ativação das unidades motoras grandes (brancas), logo no início do movimento.

Gentil (2005), citando os estudos de Takarada et al. (2000), relata que os resultados destes estudos trouxeram a sugestão de que contrações realizadas sob condições de elevado acúmulo de metabólitos sejam particularmente eficientes em produzir aumentos na massa muscular. Sugere-se assim, que a realização de repetições parciais poderia mimetizar esta condição, facilitando a obtenção de hipertrofia.

Uma das grandes vantagens deste método é a utilização de cargas baixas, o que mantém elevado estresse muscular, enquanto recupera as estruturas articulares.

18 – Método Set 21 – (resistência muscular)

O set 21 tradicional, muito usado na rosca bíceps, é composto por três fases:

Executar o movimento parcial, da extensão máxima até metade da amplitude completa (+/- 90º);

Executar o movimento encurtado, da metade do comprimento angular (+/- 90º) até a contração completa;

Executar o movimento completo.

Habitualmente, são dadas duas explicações para o uso do set 21: uma que este é um trabalho específico para cada ângulo do movimento; e outra é ativação proprioceptiva de modo que o fuso muscular seria ativado na primeira parte, estimulando a contração a fim de facilitar a fase seguinte.

Porém, nenhuma das duas explicações é satisfatória. Portanto, propormos uma adaptação do set 21 às evidências fisiológicas conhecidas.

Nesta nova abordagem, organiza-se a ordem dos movimentos da seguinte forma:

Contração encurtada, com ênfase nos pontos de quebra;

Movimento completo;

Contração nos ângulos próximos ao alongamento.

Desta forma, a acidose induzida com a contração inverteria o padrão de recrutamento (chamado unidades motoras maiores) e forneceria um ambiente metabólico ácido para os trabalhos posteriores. Ao iniciar o movimento completo nestas condições haveria maior estresse, apesar de a carga ser baixa, o que causaria fadiga em um grande número de unidades motoras. Com a progressão da fadiga haveria menor capacidade de gerar força, e seriam usadas as repetições parciais para prolongar o estímulo. Assim, seriam aliados os conceitos de oclusão vascular e das repetições parciais em um único método.

O set 21 pode ser usado em vários movimentos além da rosca bíceps, como: elevação lateral, mesa extensora, mesa flexora, e crucifixo, porém ele é mais recomendável em movimentos uniarticulares com padrões circulares.

19 – Método das Repetições parciais pós-fadiga concêntrica – (força)

Consiste na realização de repetições parciais e isométricas após a falha concêntrica. Aqui, se executa o movimento com a amplitude total e a técnica correta até que não seja mais possível fazê-lo. Em seguida, prossegue-se com a postura e técnicas corretas até os limites angulares possíveis.

Em todos os exercícios, há ângulos onde é mais difícil mover a carga, o que se deve à baixa capacidade de as fibras se contraírem e/ou ao aumento do braço de resistência. Ao prosseguirmos o movimento até os ângulos em que seja possível fazê-lo é mantido um esforço relativamente alto com maiores estímulos para as fibras.

Na realização deste método, recomenda-se que sejam realizadas insistências estáticas (2 a 4 segundos) para definir o ponto de quebra em todas as repetições parciais, realizando em média de 3 a 4 séries, dando um intervalo de 1 a 2 minutos entre as séries.

MÉTODO ISOMETRICO

No desenvolvimento do método isométrico, ou estático, utilizaremos tensões máximas ou submáximas com durações de 5 a 10 segundos. Desenvolvendo de 3 a 10 tensões musculares para diferentes ângulos do movimento com intervalos de 1 a 3 minutos entre cada tensão.

Atualmente o método isométrico é utilizado para o desenvolvimento da força em determinado ângulo articular e nas suas imediações; e para sanar deficiências em algum ponto do movimento de determinada articulação.

As principais desvantagens do método isométrico são:

Como no método isotônico, só se desenvolve tensão máxima nos determinados ângulos de trabalho;

Não desenvolve de forma eficiente a força muscular dinâmica.

MÉTODO ISOCINÉTICO

No método de trabalho isocinético utiliza-se em geral séries de 6 a 20 repetições para cada grupo muscular, realizando esforços musculares máximos em cada ângulo de movimento para que possamos obter vantagens, aproveitando o que de melhor há de nesse método de treinamento, que é o de fornecer resistência proporcional à força aplicada em cada ângulo do movimento, fato que não ocorre nos métodos isotônicos e isométricos.

É importante enfatizar que o treinamento de força pelo método isocinético tem por finalidade melhorar a força de maneira geral e a resistência de força. Sua utilização no campo de treinamento desportivo fica limitada aos desportos que possuem movimentos do tipo isocinético, como, por exemplo, a natação.

MÉTODO PILOMÉTRICO

Consiste na realização de exercícios em que a musculatura é alongada rapidamente, produzindo através do “reflexo miotático” ou “reflexo de estiramento” um trabalho concêntrico maior. No exercício pliométrico (como em muitas outras situações nos desportos), a sobrecarga é aplicada ao músculo esquelético de forma a distender rapidamente o músculo (fase excêntrica ou de estiramento) imediatamente antes da fase concêntrica ou de encurtamento da contração. Essa fase de alongamento rápido no ciclo de estiramento-encurtamento facilita a seguir provavelmente um movimento mais poderoso considerado como capaz de aprimorar os benefícios de velocidade-potência dessa forma de treinamento (McArdle et al.,1998).

O método pliométrico é um método onde a potência muscular é a valência física mais objetivada.Esse trabalho, específico para membros inferiores, é realizado com exercícios de salto vertical, saltos múltiplos, saltos repetitivos no mesmo lugar, saltos em profundidade ou descida a partir de uma altura de aproximadamente 1 metro, saltos com uma única perna ou com ambas as pernas e várias outras modificações.

O trabalho no método pliométrico deve ser feito através de exercícios que representam com uma maior fidelidade o biomecânica do gesto desportivo que o atleta pratica, com a realização de 4 a 8 grupos de 8 a 10 repetições para cada exercício (Rodrigues e Carnaval, 1985).

CONCLUSÃO

Um ponto fundamental é a variação dos métodos e meios. A falta ou pouca variação dos métodos é uma das razões principais para a estagnação do desenvolvimento da massa muscular.

Até os mais efetivos exercícios e métodos se aplicados em longo prazo, não nos levaria ao progresso e sim, acabaria nos levando a barreira de hipertrofia muscular. Pois, a experiência revela que nenhum método único de treino deve ser considerado o melhor ou absolutamente efetivo o tempo todo.

Todos os recursos e métodos deveriam permanecer em um estágio determinado do processo de treinamento, dependendo do nível da condição do organismo, do caráter prévio da carga, dos objetivos do treinamento atual e do efeito acumulativo que este método deve provocar.

O treinamento de força atualmente exerce um papel importante no condicionamento físico geral, na performance esportiva, na reabilitação de lesões e no aumento da massa muscular. Para se chegar aos objetivos desejados, existem diversos métodos e sistemas de treinamento, o que gera muita polêmica sobre a superioridade de um sobre o outro.

Porém, esta questão deve ser vista com muito cuidado, pois existem poucos estudos sobre os vários métodos, e dificilmente alguém poderá afirmar que um é melhor que o outro. O que ocorre muitas vezes é que uma pessoa pode responder melhor ou pior a um determinado sistema, o que não significa que ele seja “o melhor ou o pior”, mas que este indivíduo respondeu de forma mais positiva ou negativa; afinal, quando falamos do aumento de massa muscular ou força, muitas variáveis devem ser levadas em consideração, e não somente o treinamento.

O método de treinamento é uma categoria fundamental do processo de treinamento, pois é através dele que utilizaremos os exercícios específicos para obter resultados previamente planejados, ou seja, é a forma que se utiliza um determinado meio para atingir uma determinada direção. Sendo que, a seleção do método está ligada a direção do efeito potencial conseguido e este deverá estar de acordo com o efeito previamente planejado.

Mesomorfo, endomorfo ou ectomorfo: Qual o seu tipo físico?

Postado por HIPERTROFIA TOTAL On 05:24





Desde que todos nós somos geneticamente diferentes, saber exatamente qual é o seu tipo físico pode ser uma grande ajuda para alcançar os seus objetivos mais rapidamente, se alimentando e se exercitando de forma mais apropriada.

Geneticamente falando, existem 3 tipos físicos diferentes: mesomorfo, endomorfo e ectomorfo. Você é na verdade uma mistura desses 3 tipos físicos, mas sempre existe a predominância de um deles em particular. O seu tipo físico “principal” vai ser aquele no qual você mais vai se identificar.

Então vamos ver qual é o seu tipo físico:

MESOMORFO

São aqueles mais bem dotados geneticamente falando porque são mais pré-dispostos a terem maiores ganhos musculares. Geralmente tem um visual mais atlético, tem boa postura e são simétricos. Mesomorfos são conhecidos por ganharem massa muscular muito mais rapidamente do que a maioria das pessoas e da mesma forma podem perder gordura rapidamente seguindo uma dieta apropriada. Para os bodybuilders e para os fanáticos por fitness essa é uma excelente notícia!

Dicas de treinamento para o MESOMORFO:

O melhor treinamento com pesos para o mesomorfo é aquele com cargas muito pesadas e feito de forma explosiva (com muita força e muita intensidade). Super sets, Drop Sets, Séries Negativas e outras técnicas avançadas e treinamento são muito úteis para os mesomorfos que vão proporcionar excelentes ganhos de massa muscular. Mas é muito importante sempre descansar e intercalar os treinamentos para evitar a todo custo o overtraining.

A intensidade deve ser moderada a alta para objetivos de queima de gordura. Se você se identificou com o tipo físico mesomorfo é muito importante que não se exceda nos exercícios cardiovasculares porque eles podem fazer com que você perca massa muscular magra se forem feitos durante muito tempo e/ou com muita frequência.

Dicas de dieta para o MESOMORFO:

Proteína é a chave para os mesomorfos! Procure ingerir proteínas de alta qualidade ao longo do dia com uma quantidade moderada de carboidratos (de preferência aqueles com baixo índico glicêmico) e gorduras. O mesomorfo deve evitar variações de peso para ganhar/reter massa muscular. Adotando uma dieta nutritiva e evitando alimentos com pouco valor nutricional o apetite e os níveis de energia ficarão estáveis proporcionando uma saciedade e evitando o desejo de comer besteiras como balas, doces, etc.

ENDOMORFO

As pessoas com esse tipo corporal são geralmente mais pré-dispostas a um maior acúmulo de gorduras. Conhecidas por terem um visual menos definido, é mais difícil para elas conseguirem um corpo em forma através de exercícios e dieta. A boa notícia é que a estrutura óssea dos endomorfos é larga e forte. Isso pode ser uma vantagem no seu esforço em ganhar massa muscular.

Dicas de treinamento para o ENDOMORFO:

Ao escolher um tipo de treinamento, o endomorfo deve focar em aumentar seu metabolismo. Treinos em Circuito, Supersets, Séries compostas e outras técnicas são muito positivas. Não é recomendado o uso de cargas muito pesadas que vão limitar o número de repetições a serem feitas. A faixa entre 10-15 repetições é a ideal para os endomorfos. É indicado pouco tempo de descanso entre os sets de exercícios para se manter dentro da sua zona de batimento cardíaco alvo.

Já que o endomorfo é conhecido pela sua tendência de acumular gordura corporal, o treino cardiovascular deve ser feito com regularidade. Se você se identificou com o tipo físico endomorfo saiba que o uso de monitores cardíacos é muito útil na sua rotina de exercícios.

Eles vão permitir com que você se mantenha exercitando dentro da sua zona de batimentos cardíacos alvo para maximizar a perda de gordura. Para achar sua zona de batimento cardíaco alvo, diminua sua idade de 220 e multiplique o resultado pela porcentagem determinada para atingir seus objetivos.

Dicas de dieta para o ENDOMORFO:

Todos nós precisamos fazer refeições menores e freqüentes ao logo do dia além das principais que já estamos acostumados a fazer (café da manhã, almoço e jantar). Essa regra não é uma exceção para os endomorfos! Muito pelo contrário, eles são os grandes beneficiados disso já que sabemos que refeições menores e mais freqüentes aumentam o metabolismo e mantém os níveis de energia mais estáveis. Certifique-se de comer pelo menos 5-6 refeições por dia.

ECTOMORFO

Difícil de ganharem peso! Pernas e braços grandes, pequena porcentagem de gordura corporal e poucos músculos. Esses são os Ectomorfos. Enquanto que algumas mulheres não veriam problema nenhum em ter essas características, os homens geralmente tem uma visão diferente.

Dicas de treinamento para o ECTOMORFO:

Se você é um Ectomorfo, provavelmente seu maior benefício vai ser alcançado com cargas muito pesadas nos treinos com pesos. Você vai querer estimular os seus músculos muito intensamente para ter a resposta que quer em termos de ganhos musculares. Exercícios usando barras e halteres são ótimos para alcançar esse objetivo. Eles permitem que você use toda a amplitude de movimentos e geralmente são mais familiares ao corpo do que aqueles feitos nas máquinas.

Dê um bom descanso entre os sets (2-3 min) para que com isso você reponha seus níveis de ATP e tenha forças para uma nova série de exercícios pesados. Treinar pesado exige muito do seu organismo e dessa forma você vai precisar descansar o suficiente entre as sessões de treinamento.

Os ectomorfos geralmente têm um metabolismo muito rápido e a queima de calorias é muito intensa. Dessa forma não se preocupe com exercícios cardiovasculares por enquanto. A menos que você faça atividades cardiovasculares por razões pessoais, você deve inicialmente se concentrar em ganhar massa muscular magra através do treino com pesos.

Dicas de dieta para o ECTOMORFO:

Lembre-se que a sua alimentação é responsável por pelo menos 70-75% de todo resultado do seu treinamento. Dessa forma mesmo que você seja naturalmente magro você precisa ingerir com freqüência alimentos de alta qualidade nutricional, saudáveis e completos. Sempre tome suplementos multivitamínicos e minerais. Existem outros suplementos que podem te ajudar muito, dentre eles os hakes de proteína e principalmente os hipercalóricos.

Identifique seu tipo físico e adeque sua dieta e treino a isso, assim você estará potencializando e acelerando seus resultados.

Bons treinos.

Durateston

Postado por HIPERTROFIA TOTAL On 05:21




Durateston é um óleo à base de testosterona injetável contendo quatro diferentes compostos: propionato de testosterona (30 mg); fenilpropionato testosterona (60 mg); isocaproato de testosterona (60mg) e decanoato de testosterona (100 mg). Esta mistura é conhecida por ser “time-release” (liberação gradual) onde a substância produz um efeito imediato, mas continua ainda ativa no organismo por até um mês. Tal como as outras testosteronas, a Durateston é um esteróide androgênico com um acentuado efeito anabólico. Portanto, os atletas comumente utilizam Durateston para aumento de massa e tamanho enquanto ocorre um aumento de força. No entanto, ao contrário de outros compostos como o enantato de testosterona ou o cipionato de testosterona, o uso da Durateston conduz a uma menor retenção de água e efeitos colaterais estrogênicos. Esta característica é extremamente benéfica para os fisiculturistas que sofrem de ginecomastia e ainda procuram o poderoso efeito de um anabolizante injetável. A diminuição da retenção hídrica também faz da Durateston um esteróide interessante para atletas interessados em definição ou em massa com qualidade. A dosagem varia de 250-2000 mg por semana. O intervalo mais comum seria entre 250 mg a 1000 mg por semana. Embora a Durateston permaneça ativa por até um mês, as injeções devem ser tomadas pelo menos uma vez por semana para manter níveis estáveis de testosterona no sangue.

Um iniciante em esteróides pode esperar ganhos de cerca de 10kg dentro de alguns meses usando apenas 250 mg de Durateston uma semana. Atletas mais avançado irão obviamente usar doses maiores para obter o efeito desejado. Durateston é um esteróide bastante seguro, mas em doses elevadas, alguns atletas podem experimentar efeitos secundários devido a um elevado nível estrogênico. Com dosagens superiores a 1000 mg por semana é aconselhável utilizar um anti-estrógeno como o citrato de tamoxifeno. A administração da Durateston irá suprimir produção natural de testosterona de modo que o uso de HCG (gonadotrofina coriônica humana) ou o citrato de clomifeno pode ser adequado no final de um ciclo. Durateston é um bom esteróide-base para ciclos. Atletas interessados em ganhos rápidos de tamanho e força irão descobrir que a Durateston combina muito bem com orais, tais como Hemogenin (oximetalona) e Dianabol (metandrostenolona). Por outro lado, a Durateston também combina muito bem com o Acetato de Trembolona, Masteron (Propionato de Drostanolona) e Stanozolol, no caso de atletas que procuram densidade e definição.

No Brasil o preço varia de região para região, mas a média gira em torno de R$7,00 para aqueles que tem prescrição médica. No mercado negro o preço pode subir para entre R$15,00 e R$20,00, já que com o cerco fechado pela ANVISA, a venda sem receita médica ficou praticamente impossível.

Fórmula empírica – C19-H28-O2
Peso molecular – 288.424 g/mol
Biodisponibilidade – 99%.
Metabolismo – Fígado, testículo e próstata
Meia-vida -21 dias
Excreção – Urina
Administração – Intra muscular

Deca-Durabolin (Decanoato de Nandrolona)

Postado por HIPERTROFIA TOTAL On 05:19






Deca Durabolin (”Deca”) é, na realidade, o nome comercial do composto Decanoato de Nandrolona produzido pela Organon. Este é um composto 19-nor, e como tal, compartilha basicamente das mesmas características de todos os outros compostos deste tipo. Uma coisa que é exclusiva da Deca é o mito que se criou dela durante o último quarto de século. As pessoas que têm incluído a Deca em seus ciclos usam doses variando de 200 a 2000mg por semana. Esta droga foi considerada muito potente por Dan Duchaine em seu Undergroud Steroids Handbook, bem como em muitos dos seus últimos escritos. Para muitos, esta foi e é a última palavra sobre a Deca. Vamos mergulhar em alguns dos motivos que fizeram da Deca o merecido mito que é hoje.

Primeiro de tudo, a Deca (e Nandrolonas em geral) não produz muitos efeitos colaterais estrogênicos ou androgênicos. Isto porque a Deca tem uma taxa de aromatização (conversão para estrogênio através da enzima aromatase) muito baixa, aproximadamente igual à taxa da testosterona (20%).

Além disso, muitos artigos afirmam que a Deca armazena água no tecido conjuntivo, aliviando dores nas juntas. Não tenho nenhuma idéia de onde saíram essas afirmações, ou quando elas começaram. No entanto, em um estudo de mulheres em menopausa, a Deca melhorou a síntese de colágeno (1) e, em outro estudo, a Deca aumentou o conteúdo mineral ósseo (2). Ambos os estudos utilizaram doses muito baixas, que foram demasiadamente baixas até para promover o crescimento muscular. Com base nesses dois estudos, o atleta que usar Deca apenas para estes dois efeitos (aumento conteúdo mineral ósseo e síntese de colágeno) deve usar 100mg de Deca por semana. Isso é realmente uma dose maior do que a usada nesses dois com sucesso. Mesmo com metade dessa dose, uma injeção de 100mg a cada duas semanas, pacientes HIV + experimentaram um significativo aumento de peso (5). Não se recomenda uma dose tão baixa para um atleta, mas isto comprova as fortes propriedades anabólicas da Deca. Deca é um excelente anabolizante, causando bons (embora lentos) ganhos em qualidade muscular. Um dos seus efeitos é retenção de nitrogênio, que é um fator importante no crescimento muscular e ganhos de massa magra. Em um estudo com doses baixas (65 mg / semana) e doses medianas de Deca (200 mg / semana), ambos resultaram em significativa retenção de nitrogênio (33-52 g nitrogênio em 14 dias, representando ganhos de 0,5 a 0,9 kg de magra por semana). O peso corporal aumentou 4,9 + / – 1,2 kg, incluindo 3,1 + / – 0,5 kg de massa corporal magra e o desempenho em exercícios (cardiovascular fitness) também melhorou (7). Precisa dizer que doses mais elevadas neste estudo produziram maiores ganhos? A recomendação para ganho de massa gira em torno de 400 a 600 mg por semana (em média).

Deca também tem uma longa vida ativa. Com uma aplicação de Deca, os níveis de nandrolona ficarão estáveis no plasma por cerca de 10 dias, por isso, recomenda-se aplicações a cada pelo menos 7 dias a fim de manter estes níveis estáveis durante todo o ciclo. Interessante também, percebeu-se maiores níveis de nandrolona no plasma com aplicações no glúteo, diferentemente do que acontece com aplicações nos deltóides. (isso vale para todos os esteróides a base de óleo).

Em outro estudo com homens HIV + (6) podemos ver que a Deca (200mgs na semana 1, 400mg na semana 2 e 600mgs nas semanas 3-12) não causou efeitos colaterais negativos no colesterol total ou LDL, triglicérides e sensibilidade à insulina e houve uma redução do colesterol HDL (8-10 pontos) em ambos os grupos. Além disso, na maioria dos estudos com indivíduos HIV +, a Deca também melhorou a função imunológica. Então o que sabemos até agora sobre este composto? Até agora, sabemos que a Deca é uma droga muito segura para uso a longo prazo, irá contribuir com os problemas comuns, poderia melhorar a função imunológica, e é altamente (!) anabólica e não muito androgênica. Essas são as boas notícias… Agora vamos para a parte ruim…

Deca é conhecida por produzir ganhos de peso, mas tem que ser utilizado durante 12 semanas no mínimo (padrões americanos). Isto não deve causar quaisquer problemas, uma vez que é uma droga muito leve em termos de efeitos colaterais. Muitos usuários também se queixam de retenção de água com esta droga. O Letrozol parece ser a opção preferida para combater este problema. Esta retenção de água faz da Deca uma droga mais adequada para bulking, embora possa ser utilizado com sucesso para cutting também. Agora, a pior notícia: Deca é uma progestina (assim como todas as nandrolonas). Isso faz com que ela estimule os receptores de progesterona 20% a mais, bem como a própria progesterona (3), e isso abre as portas para muitos efeitos colaterais indesejados (retenção, acne, etc.). Deve notar-se que a maioria destes são raros, apesar de tudo. Isto também pode ser a principal razão pela qual a Deca é uma droga tão supressiva quando se trata de seus níveis naturais de testosterona. Uma simples dose de 100mg de Deca causa uma total (100%) redução dos níveis naturais de testosterona, e leva cerca de um mês para que estes níveis voltem ao normal! Tudo por causa de meros 100mg de Deca…

Moral da história? Sempre use testosterona com Deca! No mínimo 250mg por semana, para evitar a impotência e disfunção sexual. Para um efeito anabólico com a testosterona, pelo menos o dobro disso, com igual quantidade de Deca (no mínimo). Também é recomendável tomar uma droga anti-progesterônica (ou pelo menos tê-la em mãos): Bromocriptina ou Cabergolina são boas escolhas. Bem, é confortável recomendar o uso de Deca em doses de até 600mg/semana por um longo período (12-16 semanas), ou em ciclos de cutting com 400mg/semana (mais uma vez, para 12-16 semanas), juntamente com algo para combater a retenção de água. Seja qual for a finalidade que você decidir usar, ainda precisa incluir testosterona no seu ciclo e ter algumas drogas anti-progesterônicas em mãos, só para garantir.

A terapia pós-ciclo (TPC), embora fora do âmbito deste perfil, tem que ser comentada. Devido à natureza altamente supressiva da Deca, a administração de testosterona em um ciclo com Deca deve ser executada por pelo menos 2 semanas adicionais quando da cessação da Deca. Lembrando que os níveis de testosterona levam cerca de um mês para se normalizarem. Assim, uma testosterona de éster longo deve ser administrada por cerca de duas semanas além da última aplicação de Deca, para evitar ter uma defasagem no tempo em que a Deca já não produz um efeito anabolizante, mas ainda está suprimindo a sua produção natural de testosterona. Também é recomendável o uso de HCG pelo menos nas ultimas semanas de ciclo, e uma TPC com tamoxifeno e tribulus terrestris, utilizando todos os esforços para restaurar os níveis de testosterona de forma mais rápida e eficiente possível.

Comprar esta droga (Organon) em farmácia é bem mais confiável, porém bem mais caro também. Você pagará em media R$15,00 em 50mg da droga, isso se conseguir uma prescrição médica. Laboratórios underground produzem a droga com dosagem de 200-250mg/ml, em bujões de 10 ml cada. O preço é menor (se comparado mg por mg), sairá por cerca de R$150,00 a R$200,00.
Decanoato de Nandrolona – C18 H26 O2
Peso Molecular : 274.4022
Meia-Vida: 15 dias
Administração: Intra-Muscular

Hemogenin – Oximetolona

Postado por HIPERTROFIA TOTAL On 05:17




A Oximetolona (vulgarmente conhecida pelo seu nome comercial “Hemogenin”) foi inicialmente desenvolvida como um composto para ajudar as pessoas com anemia. Desde então tem sido utilizada com muito êxito para ajudar pessoas que sofrem de muitas outras doenças onde a perda de peso é uma preocupação. Sendo assim, é claramente um agente efetivo para promover ganho de peso, aumento do apetite, aumento de força e aumento de glóbulos vermelhos. Mas, como com a maioria dos Esteróides Anabólico / Androgênicos (EAAs), existem os pontos negativos também. O Hemogenin irá inibir a produção natural de hormônios pelo organismo (testosterona, etc.), irá afetar negativamente o perfil lipídico do seu sangue, poderá causar retenção de água, é famoso por causar dores de cabeça, e é também altamente hepatóxico (na realidade, tem a pior reputação de toxidade ao fígado entre todos os esteróides). Paradoxalmente, apesar de um dos benefícios propostos pelo fabricante ser que a droga pode ser usada para estimular o ganho de peso através do aumento do apetite, o uso em demasia pode também inibir o apetite!

De modo a obter um completo entendimento desse composto, precisamos analisar as suas vantagens e compará-las com as suas desvantagens. O Hemogenin é um derivado da DHT (diidrotestosterona), e é um esteróide 17-alfa-alquilado, o que significa que houve uma alteração na posição do carbono 17 para que a droga possa sobreviver à ingestão oral. A maioria dos esteróides orais são 17 aa, e isso os ajuda a “passar” pelo fígado de forma a continuar funcional. Parece ótimo, né? Bem… Como você pode imaginar, há também o outro lado. Esta alteração 17 aa, que torna possível para a oximetalona sobreviver a sua primeira passagem através do fígado, também exige muito deste órgão.

Quão “pesado” é o Hemogenin e quanto peso você pode ganhar com a sua utilização?

Bem, houve um estudo feito em 30 semanas com esta droga, e, como você já deve imaginar, uma quantidade razoável de efeitos colaterais foi observada. O fato de Hemogenin provocar alguns efeitos colaterais nunca esteve realmente em debate. Mas a droga é mesmo eficaz? Bom, em primeiro lugar, deve referir-se que este estudo foi realizado em pessoas com AIDS em fase terminal, e eles realmente ganharam peso (8 kg em media), enquanto o outro grupo perdeu peso, e tinha aumentado as taxas de mortalidade (1). Enfim, o ganho de peso neste estudo foi constatado em 19-20 semanas Porém, assim as 10 últimas semanas não foram muito produtivas, a este respeito. Obviamente, você não vai querer administrar Hemogenin durante 20 semanas, devido à sua toxicidade, mas depois disso, qualquer efeito em termos de ganhos de peso e força seria negligenciável. Então, com relação aos efeitos colaterais do Hemogenin e o simples fato de este estudo ter durado tanto tempo (30 semanas), deve-se considerar que, aparentemente, eles podem ser mantidos sob controle, ou seja, a droga pode ser utilizada com segurança. As pessoas são comumente advertidas para limitar o uso do Hemogenin a 4 semanas… Mas é possível estender seu uso a 6 semanas ou mais, dependendo do peso e da experiência do indivíduo.

Os ganhos provenientes do uso da Oximetolona são bastante drásticos nas 3 primeiras semanas, e rapidamente reduzidos após esse período.
Infelizmente, os efeitos colaterais experimentados com o Hemogenin (que incluem dores de cabeça, inchaço, pressão arterial elevada, e um desconforto geral) permanecem durante todo o tempo de uso…

Mas, como de costume, os efeitos colaterais deste medicamento estão embaralhados entre mitos e verdades. O Hemogenin é um derivado de DHT, então ele não pode realmente se converter para estrógeno (através da enzima aromatase). E como não é uma progestina ou um composto com atividade progesterônica, os efeitos estrogênicos (?) produzidos por ele são de natureza muito misteriosa. Tem sido especulado que talvez ele possa estimular o receptor de estrogênio sem realmente ser convertido para estrogênio… Essa é uma explicação plausível. No entanto, as coisas realmente ficam estranhas quando o Hemogenin é utilizado em estudos para alterar o ciclo menstrual feminino. Nesses casos, ele reduziu os níveis plasmáticos de progesterona! (7). Seria de esperar que um IA (Inibidor de Aromatase) não seria de muita utilidade com esta droga, mas muitos usam o Letrozol (que, em alguns casos, reduz o estrogênio no organismo a um montante indetectável) (6) pode reduzir substancialmente ou mesmo eliminar muitos dos mais visíveis efeitos colaterais do Hemogenin, até mesmo a retenção de líquidos.

Então, os efeitos colaterais dessa droga não são poucos e nem fracos. Mas são facilmente evitáveis e controláveis. Um estudo mostrou ainda muito poucos colaterais para indivíduos que usam até 100mg de Oximetolona (2). A dosagem média é de 150mg/dia, mas isso varia conforme o peso do indivíduo. Claramente, a hepatoxidade do Hemogenin foi exagerada em alguns círculos, mas, a sugestão é que não se ultrapasse o uso por mais de 6 semanas, mesmo que seja como forma de precaução.

Como se deve usar o Hemogenin?

Bom, primeiramente deve-se incluir o Hemogenin em um ciclo com outros esteróides injetáveis, mas não com outros compostos 17 aa. A maneira mais popular atualmente é administrá-lo durante as primeiras 4 a 6 semanas, para um “quickstart” nos ganhos. Os rápidos ganhos você começará a ter com o Hemogenin também desaparecem rapidamente após a cessação do uso, porém, a essa altura, os outros compostos do ciclo já estarão mostrando seus efeitos.

Outra maneira utilizada ultimamente seria administrar o Hemogenin nas 4 a 6 últimas semanas do ciclo, justamente quando as outras drogas já não estão mais fazendo o mesmo efeito do início, podendo ter os ganhos retomados com a ajuda desta droga.. Desta forma, você estaria potencializando os ganhos durante todo o ciclo.

Esta droga é imensamente popular entre atletas de força que não tem que se preocupar com limite de peso (Strongman, por exemplo) e entre os powerlifters de peso pesado. É importante notar que em um estudo feito por Schroder et. Al (2), mostrou que o Hemogenin tem a capacidade de reduzir o SHBG sérico (Sex Hormone Binding Globulin) que se liga à testosterona e faz com que ela já não seja útil para anabolismo, entre outras coisas. Isto significa que você terá mais testosterona livre circulando em seu corpo quando você usar essa droga. Obviamente, isso irá produzir mais sinergia quando combinado com outros esteróides.

Outra importante e muitas vezes subestimada característica deste composto é que a Oximetolona não se liga bem ao receptor androgênico (Relative Binding Affinity demasiadamente baixa para ser determinada) (3), que é a mais baixa já vista. Basicamente, o que isto diz é que há um monte de efeitos independentes de receptores nessa droga, tornando-a muito potente para qualquer ciclo de bulking, visto que ela não competirá por receptores com outros esteróides que você esteja usando. É também, como você pode ter imaginado, uma escolha péssima para ciclos de definição (cutting)

Quanto devo usar?

Bem, este é realmente um dos mais interessantes fatores sobre o Hemogenin. Como você deve saber, a maioria dos esteróides produz aquilo a que chamamos de “curva de resposta a dosagem”, que é uma das maneiras de dizer “quanto mais você usa, mais você ganha”.

O Hemogenin é um dos poucos esteróides em que a curva desce rapidamente. Quando você toma 50mg de Hemogenin, você tem ganhos muito bons. Quando você tomar 100mg, você vai ter ainda ganho ainda maiores. No entanto, verificou-se que 100mg/dia é tão eficaz para ganho de peso quanto 150mg/dia, mas produz menos efeitos tóxicos e colaterais (4). Aumentar a dose de 50 para 100mg/dia tem um aumento no benefício em relação ao custo, mas para doses além desta, esta relação não é tão boa.

Especula-se que doses elevadas de Oximetolona causam supressão do apetite, acarretando uma dificuldade em alimentar-se. Pode também aumentar a resistência a insulina e a intolerância a glicose (5). Isto faz com que a absorção de macronutrientes se torne mais ineficiente, e também poderia ser um fator na redução dos ganhos quando a dose é superior a 100mg/dia. Infelizmente, o Hemogenin também tem um efeito profundo sobre o sistema hormonal (HTPA) (2).

Como nota, algumas literaturas médicas sobre este composto sugerem uma dose de 1-5 mg por kg de peso corporal, mas deve-se manter a dosagem mínima efetiva, as outras dosagens seriam realmente absurdamente altas, pelo que vimos aqui.

O preço desta droga gira em torno de R$25,00 em farmácias, mas dificilmente você conseguirá comprar a droga sem uma prescrição médica. No mercado negro, o valor da droga sobe para R$40,00 em média e existem ainda os laboratórios undergrounds.

Pesquisar este blog

Contador de visitas
Contador de visitas
Velocimetro RJNET
Powered By Blogger

Recent Comments